Decreto nº 7.568, de 16 de Setembro de 2011
- DOU de 19.09.2011 -
- Repuplicado no DOU de 20.09.2011 -
Altera o Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007, que dispõe sobre as normas
relativas às transferências de recursos da União mediante convênios e contratos
de repasse, o Decreto nº 3.100, de 30 de junho de 1999, que regulamenta a Lei nº
9.790, de 23 de março de 1999, e dá outras providências.
A Presidenta da República, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84,
incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição, e tendo em vista o disposto na Lei
nº 9.790, de 23 de março de 1999, no art. 116 da Lei nº 8.666, de 21 de junho de
1993, no art. 25 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000 , e no art. 10
do Decreto-Lei nº 200, de 25 de fevereiro de 1967,
Decreta:
Art. 1º O Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007, passa a vigorar com a
seguinte redação:
" Art. 2º .....
.....
III - entre órgãos e entidades da administração pública federal, caso em que
deverá ser observado o art. 1º, § 1º, inciso III;
IV - com entidades privadas sem fins lucrativos que não comprovem ter
desenvolvido, durante os últimos três anos, atividades referentes à matéria
objeto do convênio ou contrato de repasse; e
V - com entidades privadas sem fins lucrativos que tenham, em suas relações
anteriores com a União, incorrido em pelo menos uma das seguintes condutas:
a) omissão no dever de prestar contas;
b) descumprimento injustificado do objeto de convênios, contratos de repasse ou
termos de parceria;
c) desvio de finalidade na aplicação dos recursos transferidos;
d) ocorrência de dano ao Erário; ou
e) prática de outros atos ilícitos na execução de convênios, contratos de
repasse ou termos de parceria.
Parágrafo único. Para fins de alcance do limite estabelecido no inciso I do
caput, é permitido:
....." (NR)
" Art. 3º .....
.....
§ 2º .....
.....
IV - prova de inscrição da entidade no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas -
CNPJ;
V - prova de regularidade com as Fazendas Federal, Estadual, Distrital e
Municipal e com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS, na forma da lei;
e
VI - comprovante do exercício nos últimos três anos, pela entidade privada sem
fins lucrativos, de atividades referentes à matéria objeto do convênio ou
contrato de repasse que pretenda celebrar com órgãos e entidades da
administração pública federal.
....." (NR).
" Art. 4 º A celebração de convênio ou contrato de repasse com entidades
privadas sem fins lucrativos será precedida de chamamento público a ser
realizado pelo órgão ou entidade concedente, visando à seleção de projetos ou
entidades que tornem mais eficaz o objeto do ajuste.
§ 1º Deverá ser dada publicidade ao chamamento público, inclusive ao seu
resultado, especialmente por intermédio da divulgação na primeira página do
sítio oficial do órgão ou entidade concedente, bem como no Portal dos Convênios.
§ 2º O Ministro de Estado ou o dirigente máximo da entidade da administração
pública federal poderá, mediante decisão fundamentada, excepcionar a exigência
prevista no caput nas seguintes situações:
I - nos casos de emergência ou calamidade pública, quando caracterizada situação
que demande a realização ou manutenção de convênio ou contrato de repasse pelo
prazo máximo de cento e oitenta dias consecutivos e ininterruptos, contados da
ocorrência da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação da vigência do
instrumento;
II - para a realização de programas de proteção a pessoas ameaçadas ou em
situação que possa comprometer sua segurança; ou
III - nos casos em que o projeto, atividade ou serviço objeto do convênio ou
contrato de repasse já seja realizado adequadamente mediante parceria com a
mesma entidade há pelo menos cinco anos e cujas respectivas prestações de contas
tenham sido devidamente aprovadas". (NR)
" Art. 13 . .....
§ 1º .....
.....
III - Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do
Planejamento, Orçamento e Gestão;
IV - Secretaria Federal de Controle Interno da Controladoria-Geral da União; e
V - Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça.
§ 2º .....
....." (NR)
Art. 2º O Decreto nº 6.170, de 2007 , passa a vigorar acrescido dos seguintes
dispositivos:
" Art. 3º-A . O cadastramento da entidade privada sem fins lucrativos no SICONV,
no que se refere à comprovação do requisito constante do inciso VI do § 2º do
art. 3º, deverá ser aprovado pelo órgão ou entidade da administração pública
federal responsável pela matéria objeto do convênio ou contrato de repasse que
se pretenda celebrar". (NR)
" Art. 6º-A . Os convênios ou contratos de repasse com entidades privadas sem
fins lucrativos deverão ser assinados pelo Ministro de Estado ou pelo dirigente
máximo da entidade da administração pública federal concedente.
Parágrafo único. O Ministro de Estado e o dirigente máximo da entidade da
administração pública federal não poderão delegar a competência prevista no
caput." (NR)
" Art. 13-A . Os órgãos e entidades da administração pública federal deverão
registrar e manter atualizada no SICONV relação de todas as entidades privadas
sem fins lucrativos aptas a receber transferências voluntárias de recursos por
meio de convênios, contratos de repasse e termos de parceria.
§ 1º Serão consideradas aptas as entidades privadas sem fins lucrativos cujas
exigências previstas no cadastramento tenham sido aprovadas pelo órgão ou
entidade da administração pública federal.
§ 2º Deverá ser dada publicidade à relação de que trata o caput por intermédio
da sua divulgação na primeira página do Portal dos Convênios." (NR)
" Art. 16-A . A vedação prevista no inciso IV do caput do art. 2º e as
exigências previstas no inciso VI do § 2º do art. 3º e no art. 4º não se aplicam
às transferências do Ministério da Saúde destinadas a serviços de saúde
integrantes do Sistema Único de Saúde - SUS." (NR)
Art. 3º O Decreto nº 3.100, de 30 de junho de 1999 , passa a vigorar com a
seguinte redação:
" Art. 9º O órgão estatal responsável pela celebração do Termo de Parceria
verificará previamente:
I - a validade da certidão de regularidade expedida pelo Ministério da Justiça,
na forma do Regulamento;
II - o regular funcionamento da Organização da Sociedade Civil de Interesse
Público; e
III - o exercício pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público de
atividades referentes à matéria objeto do Termo de Parceria nos últimos três
anos." (NR)
" Art. 23 . A escolha da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público,
para a celebração do Termo de Parceria, deverá ser feita por meio de publicação
de edital de concursos de projetos pelo órgão estatal parceiro para obtenção de
bens e serviços e para a realização de atividades, eventos, consultoria,
cooperação técnica e assessoria.
§ 1º Deverá ser dada publicidade ao concurso de projetos, especialmente por
intermédio da divulgação na primeira página do sítio oficial do órgão estatal
responsável pelo Termo de Parceria, bem como no Portal dos Convênios a que se
refere o art. 13 do Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007 .
§ 2º O titular do órgão estatal responsável pelo Termo de Parceria poderá,
mediante decisão fundamentada, excepcionar a exigência prevista no caput nas
seguintes situações:
I - nos casos de emergência ou calamidade pública, quando caracterizada situação
que demande a realização ou manutenção de Termo de Parceria pelo prazo máximo de
cento e oitenta dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da
emergência ou calamidade, vedada a prorrogação da vigência do instrumento;
II - para a realização de programas de proteção a pessoas ameaçadas ou em
situação que possa comprometer sua segurança; ou
III - nos casos em que o projeto, atividade ou serviço objeto do Termo de
Parceria já seja realizado adequadamente com a mesma entidade há pelo menos
cinco anos e cujas respectivas prestações de contas tenham sido devidamente
aprovadas.
§ 3º Instaurado o processo de seleção por concurso, é vedado ao Poder Público
celebrar Termo de Parceria para o mesmo objeto, fora do concurso iniciado." (NR)
Art. 4º O Decreto nº 3.100, de 1999 , passa a vigorar acrescido dos seguintes
dispositivos:
" Art. 9º-A . É vedada a celebração de Termo de Parceria com Organizações da
Sociedade Civil de Interesse Público que tenham, em suas relações anteriores com
a União, incorrido em pelo menos uma das seguintes condutas:
I - omissão no dever de prestar contas;
II - descumprimento injustificado do objeto de convênios, contratos de repasse
ou termos de parceria;
III - desvio de finalidade na aplicação dos recursos transferidos;
IV - ocorrência de dano ao Erário; ou
V - prática de outros atos ilícitos na execução de convênios, contratos de
repasse ou termos de parceria." (NR)
" Art. 31-A . O Termo de Parceria deverá ser assinado pelo titular do órgão
estatal responsável por sua celebração, vedada a delegação de competência para
esse fim." (NR)
" Art. 31-B . As exigências previstas no inciso III do caput do art. 9º e no
art. 23 não se aplicam aos termos de parceria firmados pelo Ministério da Saúde
voltados ao fomento e à realização de serviços de saúde integrantes do Sistema
Único de Saúde - SUS." (NR)
Art. 5º Fica instituído Grupo de Trabalho com a finalidade de avaliar, rever e
propor aperfeiçoamentos na legislação federal relativa à execução de programas,
projetos e atividades de interesse público e às transferências de recursos da
União mediante convênios, contratos de repasse, termos de parceria ou
instrumentos congêneres.
Art. 6º O Grupo de Trabalho previsto no art. 5º será constituído por
representantes dos seguintes órgãos e entidades:
I - Secretaria-Geral da Presidência da República, que o coordenará;
II - Casa Civil da Presidência da República;
III - Controladoria-Geral da União;
IV - Advocacia-Geral da União;
V - Ministério da Justiça;
VI - Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão;
VII - Ministério da Fazenda; e
VIII - sete entidades sem fins lucrativos com atuação nacional.
§ 1º Os representantes dos órgãos previstos nos incisos I a VII do caput serão
indicados pelos Ministros de Estado dos respectivos órgãos e designados pelo
Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República.
§ 2º As entidades referidas no inciso VIII do caput serão indicadas pelo
Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, que
designará os respectivos representantes em ato próprio.
§ 3º A participação no Grupo de Trabalho será considerada prestação de serviço
público relevante, não remunerada.
§ 4º Ato do Ministro de Estado Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da
República disporá sobre a organização e funcionamento do Grupo de Trabalho,
cujas atividades deverão ser concluídas até noventa dias após a designação de
que trata o § 1º.
Art. 7º O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão deverá, em noventa dias
a partir da data de publicação deste Decreto, realizar no SICONV as adaptações
necessárias ao cumprimento do disposto nos arts. 3º-A e 13-A do Decreto nº
6.170, de 2007 .
Art. 8º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 16 de setembro de 2011; 190º da Independência e 123º da República.
DILMA ROUSSEFF
José Eduardo Cardozo
Miriam Belchior
Gilberto Carvalho
Jorge Hage Sobrinho
(*) Republicado por ter saído com incorreção no DOU de 19.09.2011, Seção 1.